No outro dia à conversa com uma senhora já idade:
"Eu tenho uma afilhada pequena. A garota fez anos e eu dei-lhe uma camisola. Nestas alturas nunca sabemos bem o que dar e achei que a camisola era segura. O que eu não sabia é que a garota adorava a Violetta. Aliás, eu nem sabia quem era a violeta. Mas a garota ficou muito triste com a camisola porque queria um microfone da Violetta. Os garotos hoje em dia já têm tudo e depois querem estas coisas. E como estava tão triste, o pai foi ter com ela e disse-lhe para escreverem uma carta ao Pai Natal que poderia ser que ele lhe trouxesse o tal microfone. Então começou a escrever a carta:
"Querido Pai Natal, eu quero muito o microfone da Violetta. Eu prometo que me porto bem se me trouxeres o microfone."
E a garota começou num pranto desgraçado. O pai sem perceber, perguntou-lhe porque é que ela estava assim se estavam a escrever a carta para ter o microfone. E não é que a garota me sai com esta?
"Eu não vou ter o microfone. É que eu não vou conseguir portar-me bem até ao Natal!!!"
sexta-feira, 4 de março de 2016
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Sair da concha e viver...
Uma das mais comuns apologias que qualquer um se pode encontrar quando lê um livro, quando se passeia pela internet ou até na boca de um dos nossos amigos é viver a vida ao máximo, o tal famoso carpem diem. É comum incentivarem-nos a aproveitar a vida, como se não houvesse um amanhã. Verdade, verdadinha... só aqui que ninguém nos ouve, provavelmente somos nós também a transmitir o mesmo moto aos nossos amigos, principalmente aqueles que estão mais em baixo. Frequentemente o discurso informa que há muito que a vida ainda tem para dar e que se deve não só enfrentar olhos nos olhos como se enfrenta um touro mas também tirar tudo de bom que se conseguir (como se fôssemos uma espécie de ladrões das coisas positivas).
Neste ano que se passou redescobri um bocadinho o que era viver a vida. Andava indiferente a ela e embora soubesse a teoria toda de cor, a recomendasse a tantos, a verdade é que só este ano consegui sair da posição defensiva que assumira e voltar a enfrentar o que a vida me tinha para dar. E foi das coisas mais difíceis que fiz.
Da minha parca experiência, percebi que enquanto estava fechada na minha conchinha, que quase tudo o que batia contra mim tinha uma importância semelhante dentro de mim. Percebi várias vezes no sítio que estava, mas sempre que se tentava espreitar cá para fora o cenário não era suficiente para me fazer permanecer cá fora o tempo suficiente. Não foi necessário entrar numa depressão; bastava deixar-me ir, sem querer saber, à espera que algo mágico batesse à minha porta, indiferente a tudo no entrementes. Achava que quando esse algo mágico batesse eu teria força para recomeçar e fazer tudo como eu imaginava na minha cabeça.
O problema é que sair da "concha" não é tão linear como se pensa enquanto nos refugiamos quentinhos no seu interior. Nem segue segundo o "manual de instruções/passos a percorrer" que criamos na nossa mente. Sair da conchinha implica sentir novamente. E muitas vezes, devido à ausência de sentimento, esse sentir vem quase como um martelo gigante. É agridoce: se por um lado nos traz um certo relaxamento, também vem com tal intensidade que cada sentimento pode parecer "overwhelming". Vai ser difícil, vais olhar para ti sem reconhecer certas coisas, mas também é isto parte da vida. Pode doer como se não houvesse amanhã, mas a vida alberga sempre o melhor lado de nós. Viver terá de ser sempre a primeira escolha.
Carpem diem continua tão válido como sempre. Mas também é preciso paciência, paciência para esperar que aquele que nós amamos saia da conchinha. Paciência e muito amor, daqueles que não abana facilmente e que não desiste de abanar, puxar pela corda ou até puxar a reboque.
A vida merece ser vivida.
Mas às vezes... também precisamos de pausas e amigos que permanecem mesmo nessas pausas!
sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Momentum
"If you have a dream, don’t just sit there. Gather courage to believe that you can succeed and leave no stone unturned to make it a reality.”
E hoje é isto.
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Divagacões
Sento-me na cadeira e a minha mente divaga. Penso que seria suposto estar a celebrar a Vida, o Amor (em todas as suas formas) e até as pessoas que me rodeiam e que, de alguma forma, se tornaram não só parte de mim como um suporte para eu continuar; para continuar, pelo menos, a sobreviver ao que vem nas rajadas de tormenta que parecem ser mais costumes do que o previsto.
Contudo, a verdade, é que a minha mente divaga mais facilmente para locais sem luz. Divaga entre sensações tão díspares que não têm cabimento algum (obrigada hormonas, vocês são brutais!!!), lados sombrios que, assim que me apanham distraída, ganharam mais força que alguma vez admitirei de boa vontade e que são capazes de magoar de modo irreparável de quem se gosta. E divaga contigo. Contigo que transbordas vida e que amo de forma inexplicável. Tal como devia ser. Qualquer que seja o tipo de amor não tem de ter explicação. Pode gerar algumas fagulhas de entendimento, mas amor que é Amor não é racional. Mesmo que comece nesse género, é suposto ele perder sentido em mil e uma situações. E é desses o que eu sinto por ti. Que me faz ter orgulho desmedido por quem te tornaste, que me faz sorrir feliz pelas tuas conquistas, que me faz amar-te a cada dia que passa, sem explicações ou motivos.
No entanto, há uma parte de mim muito racional. Sim, eu sei que ela abusa da sorte e, dia sim, dia sim, da paciência. Mas também é ela que te vê a afastar. Que te vê a quereres partilhar a vida com outros e a deixar-me para trás. Que te fala com o coração e nem assim recebe resposta. E é esse racional que chama todos os fantasmas, que faz com que pense que se calhar a culpa é minha, que se calhar eu sou maioritariamente sombra, apesar de me iludir em certos dias a pensar-me um bocadinho luz. São esses fantasmas que me alimentam as dúvidas, que me fazem reviver cada um dos meus arrependimentos, que me fazem relembrar todos os medos que vivem dentro de mim e que em certos dias parecem ter dia de folga.
É quase como se eu me precisasse de agarrar e não consigo encontrar onde. Em tempos foste tu. Agora estou demasiado longe.
Mas sabes que mais?
Mesmo sem me saber realmente sombra ou luz, mesmo conhecendo o monstro que vive dentro de mim e que me magoa mais do que magoa a outros, mesmo revivendo cada um dos momentos menos bons, eu vou encontrar um novo sítio onde me agarrar. E continuar aqui.
Vou arranjar modo de celebrar o que devo celebrar. Vou arranjar uma maneira de recomeçar (outra vez) mesmo que com certezas de limitações. Vou tentar ser mais o eu luz. Vou viver. Vou a cada dia tentar ser melhor, trazendo-te a cada dia dentro de mim. Sem racionalidades. Apenas munida com amor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


